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Osmar Bertacini fala sobre atual cenário de Vida/AP em evento do CVG-RJ

Fonte: CQCS Data: 26 junho 2017 Nenhum comentário

De acordo com o presidente da Associação Paulista dos Técnicos de Seguros (APTS), Osmar Bertacini, 118 pessoas morrem em acidentes de trânsito – o equivalente a um Boeing 737 cheio – e 700 mil sofrem acidentes no trabalho a cada dia no país. Entretanto, apenas 10% dos 206 milhões de brasileiros possuem seguro de Vida e Acidentes Pessoais.

O executivo, que completou este mês 55 anos de atuação no mercado de seguros, foi convidado especial para o Workshop VIP do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) realizado nesta quinta-feira, 22 de junho. Em sua palestra sobre o segmento, ele apontou alguns aspectos que considera essenciais para que o potencial dos seguros de Pessoas passe a ser melhor aproveitado.

O primeiro é uma boa subscrição. “Hoje, não há o rigor necessário ao realizar essa etapa. É preciso olhar para a demanda no momento da subscrição de riscos e da precificação, e não para a sua própria carteira. Uma mudança nesse sentido tornaria a liquidação de sinistros muito mais tranquila”, explicou Bertacini. Ele destacou a importância de se solicitar documentos como a Declaração Pessoal de Saúde (DPS) para evitar ruídos e garantir agilidade quando a indenização for solicitada.

Além disso, o executivo citou a falta de campanhas de aculturamento da população sobre o seguro de cunho institucional. “Os jovens, que serão os futuros segurados, só têm contato com a propaganda de cada seguradora”, disse, contando que o Sincor-SP está à frente de um projeto para conscientizar a juventude das escolas públicas de São Paulo sobre a importância de se proteger, que será colocado em prática a partir de agosto.

“Mas o corretor também precisa participar desse processo. Muitas vezes, ele tem um segurado fiel, que renova todo ano a sua proteção de Auto, mas não oferece um seguro de Vida”, exemplificou.

Além da diversificação da carteira, o presidente da APTS recomenda que os corretores busquem sempre se atualizar sobre as normas da Susep e as tendências do ramo, que é bastante complexo. “Há diversas modalidades que não podem ser esquecidas no dia a dia: o Vida temporário, o prestamista, os seguros de Vida previstos em convenções salariais, os feitos por capital global, o seguro obrigatório para estagiários e, é claro, o DPVAT – um direito que grande parcela da população desconhece”, listou.

Outra dica é se aprofundar mais na hora de vender o produto. “Se um cirurgião plástico que trabalha principalmente com o dedo indicador e o polegar perde um deles, em uma apólice tradicional, ganha indenização equivalente a 15% da garantia segurada. Mas, sem aquele dedo, ele não pode mais trabalhar. Por isso, o seguro deve levar esse fator em conta. Mas só sabemos disso se perguntamos sobre a profissão do nosso segurado”, orientou, garantindo que a diferença no valor do prêmio é pequena, enquanto a indenização cresce consideravelmente.

Bertacini ainda frisou que o setor de seguros precisa mostrar mais à sociedade quanto devolve em indenizações a cada ano. “Foram R$ 7 bilhões pagos somente em Vida em 2015, e R$ 207 bilhões pelo mercado em geral”, informou. Ele alertou, por fim, a necessidade de atualização da legislação do segmento e de maior vigor na punição às tentativas de fraudes, que desequilibram o segmento.

Expertise reconhecida – Diversos profissionais presentes no evento fizeram questão de agradecer pela palestra e exaltar a excelência de Osmar Bertacini em sua atuação no mercado segurador e como professor da Escola Nacional de Seguros. Entre eles, o presidente do Conselho Consultivo do CVG-RJ, Olívio Américo da Silva, e seu sócio, Gilberto Villela, que parabenizou o Clube pela realização do workshop; Octávio Perissé, conselheiro do CVG-RJ, e os representantes da diretoria – Carlos Ivo Gonçalves, vice-presidente, e Marcello Hollanda, presidente.

De acordo com ele, “foi um honra receber na sede do CVG-RJ um profissional referência nos segmentos de Vida e Acidentes Pessoais como Osmar Bertacini, que brindou os presentes com uma palestra esclarecedora, rica em informações técnicas sobre esses seguros tão complexos e importantes para a sociedade”. Ele também agradeceu a presença do vice-presidente da Aconseg-RJ, Joffre Nolasco, dos conselheiros Ênio Miraglia e Olívio Américo, e das representantes do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Sonia Marra e Marcia Simplicio.

Sobre o CVG-RJ |

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro surgiu há 50 anos com o objetivo de estimular o crescimento dos Seguros de Pessoas no Brasil. Hoje, o Clube reúne 26 empresas beneméritas (são empresas do mercado, que colaboram para que o CVG-RJ desenvolva as suas atividades), entre seguradoras, corretoras, consultorias e assessorias de seguro. Ao todo, são mais de 700 associados, que participam de suas atividades. Nos cursos de capacitação profissional, foram treinados milhares de alunos, que hoje ocupam postos importantes nas empresas do mercado. A diretoria 2015/2017 é composta por Marcello Hollanda, presidente; Carlos Ivo Gonçalves, vice presidente; Isaque Farizel, diretor social; Sergio Ricardo de Souza, diretor de seguros; e Wellington Costa, diretor tesoureiro.

 

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